Mas que acordo!…

Com efeito, não gosto de falar sobre política. É o meu direito. No entanto, todos ficamos revoltados com um determinado acordo… Nesse sentido, a brilhante crônica de Eliane Cantanhede: “A toda hora surge um dado novo ameaçando as benesses mais do que camaradas do acordo de delação premiada entre a PGR e os irmãos Joesley e Wesley Batista, da J&F. A opinião pública ficou perplexa…” (Joesley na mira, O Estado de São Paulo, Política, A6, 13/08/17). Assim, resolvi perguntar aos Clássicos se queriam opinar, opinião essa protegida pelo nosso direito constitucional de opinião, de livre manifestação. Muitos falaram. Mas foi Sir Walter quem mais me comoveu: “- Quaisquer que tenham sido as loucuras ou os vícios da nossa raça, um saxônio seria considerado como um nidering (o têrmo mais enfático da época para designar abjeção e vileza) se, na própria sala, e fazendo sentir o seu vinho, tratasse ou consentisse que tratassem um hóspede da maneira que Vossa Alteza acaba de me tratar;…” (Os imortais da literatura universal, São Paulo: Abril, 1972, pp.172-173).

Dias Campos