Elis Taves e John O’Sullivan

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Nos EUA, pelo ar, por terra e por mar.

Por Elis Taves

Fotos John O’Sullivan



Pela primeira vez, compramos uma passagem pela empresa aérea americana Delta. Partimos de Dublin, onde moramos, em um voo direto para Nova York.  Com um preço de passagem bem salgado, enfrentamos o primeiro desconforto logo depois que o sinal de desafivelar os cintos acendeu: por todo o lado direito da aeronave, o  fone de ouvido não funcionava, portanto não tínhamos como ouvir os filmes. Para que esse problema fosse solucionado, a aeronave precisaria ficar horas no solo, o que seria prejuízo para a empresa.

Para compensar o desconforto, ofereceram aos passageiros afetados, que era o nosso caso, um vale no valor de 50 dólares.Este vale, porém,  só poderia ser usado como desconto na compra de outra passagem e, ao final,anunciaram que TODOS os passageiros seriam agraciados com o tal vale. Estranho, não?

Já em Nova York,  como não poderíamos sobrevoar e ver tudo em curto prazo, resolvemos comprar o ingresso para o ônibus panorâmico, com validade para dois dias. Assim poderíamos nos situar geograficamente e decidir quais os pontos turísticos poderíamos visitar, aproveitando a facilidade do pacote turístico, que nos permitia saltar e voltar a pegar o próximo ônibus. Não tivemos sorte com a empresa que escolhemos, pois o equipamento de som estava com mau contato e a voz do guia saía picotada.

Nova descoberta: taxi e chuva em NY não combinam. Não é como nas cenas de filmes ou seriados, nos quais atores elegantemente vestidos com capas de chuvas e galochas andando pelas ruas com a mão estendida na tentativa de pegar um taxi logo o encontram. John e eu tivemos sorte, pois durante a nossa caminhada com o braco estendido pelas ruas de Manhatan, um taxi parou perto de nós para deixar outro passageiro, mas isto depois de 20 minutos caminhando na chuva.

O metrô de Nova York daria um capitulo a parte, começando pelos seus moradores: os ratos! Centenas ou milhares deles moram no subsolo. Certa noite, enquanto aguardava, vi um deles andando na plataforma. O rato parecia tao familiarizado com o local que tive a ligeira impressão que ele também iria embarcar no metrô. Se não fosse um passageiros  chutá-lo para os trilhos ele entraria. John leu em um jornal local que uma garota usando chinelos tinha sido mordida por um rato na plataforma. Mas o sistema operacional funciona e muito bem. Caso tenha GPS em seu telefone, fica mais fácil ainda. Li no mapa impresso do metrô que era possível comprar um passe para ser usado durante um dia. Fui imediatamente ate o guichê para adquirí-lo, mas infelizmente não existia mais, apesar de o guia ter sido impresso recentemente.

Para ver a Ilha de Manhattan, optamos por um passeio de barco de 90 minutos. O guia fala sem parar pelo microfone, realmente não dá tempo para assimilar imagem e informação. Preferiria uma musica ambiente, calma, com um bom serviço de bar e somente algumas frases informativas do guia pelo microfone.

Finalmente na Califórnia, resolvemos passear por San Francisco por um dia. Compramos a passagem para o “Cailtram”. Quem já viu o filme “Source Code” ou viajou em um, sabe que esse trem tem um belo interior, é amplo, com dois andares. Certamente a viagem fica mais prazerosa em um Cailtrain.

Nossa última experiência com transporte foi no estado de Nevada, em Las Vegas.  Tivemos problema com a empresa Hertz, que não aceitou a minha carteira brasileira de habilitação. Porém, quando contactamos a empresa de locação de carros AVIS,  fechamos a negociação com muita facilidade. Tudo aconteceu de forma rápida e eficiente. Alugamos o carro em Nevada e devolvemos o veículo no estado do Arizona.

A viagem foi um sucesso, mas certamente a poluição sonora em vários meios de transporte aqui mencionados deixou muito a desejar. Até a próxima, pois viajar é preciso!


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